top of page
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
Buscar

Rota dos Sete Lagos... meio diferente

  • Foto do escritor: Fernanda Heringer
    Fernanda Heringer
  • 16 de jun.
  • 6 min de leitura

A rota dos sete lagos é um roteiro clássico na região de Bariloche, percorrendo a Ruta Nacional 40, em especial em épocas fora do inverno. Fizemos o passeio na primavera, quando não há problema de gelo nas estradas e as paisagens são mais floridas. Já adianto que elas são lindas, os lagos têm diferentes tons de verde e azul e são cristalinos.


Há algumas formas de fazer esse roteiro, uma delas é com um tour contratado de um dia que vai até San Martín de los Andes e volta para Bariloche no mesmo dia. Resolvemos fazer de uma forma diferente, alugamos um carro para ir parando nas cidades e fazer o roteiro com mais tranquilidade. Foi maravilhoso dessa forma.


Apesar de geralmente começar por Bariloche, a rota dos sete lagos se inicia mesmo em Villa la Angostura, no lago Nahuel Huapi. O Nahu também passa por Bariloche, mas é em Villa la Angostura que a rota se inicia.


De carro existem n possibilidades de fazer essa rota, com as paradas e estadias de acordo com o gosto da pessoa. Aqui vou relatar como fizemos.


Ao desembarcar em Bariloche pegamos o carro já no aeroporto e seguimos para o centro de Bariloche, apenas para passar no mercado e abastecer o carro de comida. Aqui cabe falar que, diferente do Brasil, nas estradas da Argentina não tem nada, não tem posto ou loja de conveniência, então é importante ir preparado.


De lá seguimos para Villa la Angostura e ficamos hospedados no Hotel Angostura, um hotel charmoso, de madeira na beira do lago, inclusive do quintal do hotel tinha um caminho para acessar a praia. E no restaurante tinha uns janelões com vista para o Nahu.


Prainha na beira do hotel
Prainha na beira do hotel

Diferente de Bariloche, as cidades no entorno, incluindo Villa la Angostura, são muito frequentadas em épocas mais quentes, quando o tempo está melhor e é normal ver pessoas fazendo piquenique na beira do lago. Quando fomos ainda estava frio, então não dava para mergulhar, a água estava muito gelada e o vento também, mas acredito que no verão isso seja bastante comum.


Vista do jardim da pousada
Vista do jardim da pousada

O Hotel Angostura, fica bem próximo da interseção entre a Bahía Mansa e a Bahía Brava, e entre as duas tem o Parque Nacional los Arrayanes. Nessa viagem não fomos no parque, porque já conhecíamos e as trilhas são longas, ou seja, seria mais complicado para encaixar com o restante do roteiro. Mas é um parque lindo, com trilhas largas e as árvores com caule mais alaranjado, certamente vale a pena um passeio dentro dele.


É necessário pagar para entrar no Parque Nacional los Arrayanes e como a Argentina vive em uma inflação galopante, é sempre importante olhar no site oficial para saber o preço antes de ir.



Seguindo com o nosso roteiro, ficamos dois dias em Villa la Angostura, visitamos o Puerto Manzano, que tem uns hotéis imensos e uma praia mais reservada e andamos ao redor do nosso hotel. Perto do hotel há a Reserva Natural Laguna Verde, no local tem uma laguna e um passeio no entorno da laguna, com uns bancos para sentar e apreciar a vista. A entrada é gratuita e é um excelente passeio para dar uma descansada.


Puerto Manzano
Puerto Manzano

De Villa la Angostura seguimos para San Martín de los Andes, parando nos lagos e mirantes.


Um dos mirantes fica na ponte na saída de Villa la Angostura, ele dá um visual incrível para o Rio Correntoso, mas para tirar foto o melhor horário é na parte da tarde, pois na parte da manhã o sol reflete no rio, impossibilitando ver aquele cenário espelhado na água. E aí já temos o segundo lago da rota: o Lago Correntoso.


Seguindo pela RN 40 temos o terceiro lago: o Lago Espejo. Antes do mirante do lago, tem uma entrada no lado direito para a praia. Por ainda não ser temporada de banho, o restaurante que tinha ali estava fechado, mas é possível parar para apreciar a paisagem. Voltando para a estrada, bem mais a frente chegamos ao mirante do lago. Como o nome diz, esse lago é realmente um espelho das montanhas.


Lago calmo cercado por montanhas e mata, com céu azul e reflexo na água; paisagem serena ao entardecer.
Lago Espejo. Por Arthur Meirelles

Aqui vale falar que a estrada tem muitas curvas e para ver alguns lagos tem que atravessar a pista. Dependendo do tempo disponível, é melhor ver os lagos do lado direito na ida e os lagos do lado esquerdo na volta.


Seguindo pela estrada tem o mirante do Lago Correntoso, aquele segundo lago que tínhamos visitado em Villa la Angostura. Seguindo pela estrada é possível entrar na Villa Traful ou seguir pela RN 40, deixamos a Villa Traful para a volta por um motivo que vou explicar mais a frente.


Depois da Villa Traful tem dois mirantes de dois lagos muito próximos um do outro: Lago Escondido e Lago Villarino. No Lago Escondido, é possível passar pelo mirante e descer até um pouco mais próximo do lago, mas nesse lago não tem prainha e não é possível acessá-lo. Na minha opinião esse foi o lago mais bonito da rota. Depois desse lago, como falei, tem o mirante do Lago Villarino.


Seguindo, tem o Lago Falkner, aqui é hora de estacionar o carro e andar pela areia. Não tem mirante, mas seguindo pela direita na prainha, em direção a Villa la Angostura, você chega na ponte o lugar é muito bonito!


Voltando para a estrada tem o Lago Hermoso, outro lago que não tem mirante, só uma prainha. O lago em si não é muito bonito, mas seguindo pela direita na prainha, em direção a San Martín é possível chegar no camping e acessando o camping chega no Rio Hermoso. O rio é lindo e tem uma cascata mais bonita ainda, não é grande, mas é linda, é possível entrar na água e nadar no rio, se for no verão ou se você tiver muita coragem!


Rio Hermoso
Rio Hermoso

Voltando para a estrada e seguindo para San Martín, tem o último mirador, do Lago Machónico e por fim chegamos em San Martín de los Andes. Lá dormimos no Hotel del Viejo Esquiador, o café da manhã do hotel é bem completo e ele fica muito bem localizado. Em San Martín, diferente de Villa la Angostura, o estacionamento na rua dentro da zona azul é pago e a multa é bem carinha (não, não sabia que era pago e sim, tive que pagar uma multa). Não sei como pagar pelo estacionamento, mas abaixo tem um mapa da zona azul.

Zona azul San Martín de los Andes
Zona azul San Martín de los Andes

San Martin é uma cidade um pouco maior que Villa la Angostura e menor do que Bariloche, lá tem um último lago da rota, o Lácar. No calçadão do lago tem alguns food trucks, mas no dia que eu fui estava ventando muito e nem pude aproveitar.


Visitamos a cascada Quila Quina, a trilha é curta e muito acessível. A área pertence aos Mapuches e tem que pagar para entrar, mas o valor é baixo e vale muito a pena. No caminho para a cascata tem o mirante Quila Quina e certamente vale a parada.


Cascata Quila Quina. Por Arthur Meirelles
Cascata Quila Quina. Por Arthur Meirelles

Obs.: visitar a cascata Quila Quina é diferente de ir na praia de Quila Quina, para ir na praia tem que pagar entrada também, mas o valor é muito mais alto, cerca de 4 vezes o preço. A entrada da cascata é ao lado da entrada na praia.


No dia seguinte voltamos direto para Villa la Angostura, dormimos uma noite lá e no dia seguinte saímos cedinho para a Villa Traful, o lago que não passamos na ida. Na Villa Traful estava quase tudo fechado, os restaurantes só funcionam no verão. É uma vila bem pequena, com um lago onde as pessoas andam de caiaque e, no verão, tem passeio de barco. Tentamos almoçar por lá, mas acabamos comendo os sanduíches que tínhamos no carro. Compramos uma geleia do Productos Artesanales Del Montañés e o Arthur comprou um alfajor que até hoje ele fala que foi o melhor alfajor que ele já comeu e, segundo ele, se arrepende até hoje de só ter comprado 4.


E aí veio o grande diferencial da rota, ao invés de voltarmos pela RN 40, voltamos para Bariloche RN 237. Villa Traful fica entre as duas rutas, como se fosse uma ponte entre elas. A paisagem das duas rutas são completamente diferentes, enquanto em uma (RN 40) vemos uma vegetação exuberante com árvores altas e douradas pela primavera, na RN 237 nos deparamos com a estepe argentina, uma paisagem mais árida, onde tem formações rochosas no lugar das árvores.



Passamos pelo Valle Encantado, Mirador Dedo de Deus, Mirador Anfiteatro, que parece mesmo um anfiteatro natural, onde no meio passa um rio e ao redor dele cresce a vegetação. Sempre com o rio seguindo pela estrada, com diversas tonalidades de azul e verde e com a água cristalina. Além disso, vimos muitos guanacos por todo o caminho.


E foi assim, fechando com chave de ouro, que chegamos em Bariloche, nossa parada final antes de voltar pra casa.  

  

 
 
 

Comentários


bottom of page