Começando pelo limite
- Fernanda Heringer
- há 3 horas
- 2 min de leitura
Parece meio contra produtivo começar um blog sobre trekking e aventuras com uma postagem que fala sobre limites, mas ao longo desses anos andando por aí aprendi a importância em respeitar os meus limites e mais do que isso, respeitar o ambiente no meu entorno.
Recentemente fiz o Morro da Cocanha, na Floresta da Tijuca no Rio de Janeiro (mais abaixo vou relatar mais sobre a trilha e sobre o parque), a trilha em si é tranquila, com algumas subidas pelo caminho, mas nada muito técnico. É uma trilha bem demarcada e de aproximadamente uns 4 km a partir do Largo Bom Retiro. Entretanto, no último pedaço da trilha há uma escadinha de metal para subir na pedra e ter a vista privilegiada.
É uma escada curta, de uns 6 degraus, mas a pedra é na vertical e ao lado dela tem uma área aberta e eu tenho pavor de altura. Subiria nela se tivesse corda? Muito provavelmente, mas sem a corda não ia rolar para mim.
E por que eu falo de reconhecer os limites? Porque eu sei do medo que tenho de altura, a perna fica bamba, tenho vertigem e tenho um sério receio de empacar no meio do caminho. Isso poderia estragar o passeio de quem estivesse comigo e acarretar algum tipo de acidente.
E aí vem um outro ponto, respeitar o ambiente no nosso entorno. Uma vez vi uma pessoa falando que a montanha é silenciosa para nos dar a oportunidade de escutar o que está dentro da gente, quando a gente para e se escuta, não estamos respeitando apenas os nossos limites, mas a própria imposição da natureza, que não está ali para fazer carinho, mas sim para ensinar a escutar, olhar para dentro e lidar com os aprendizados e frustrações.

No mais, foi um passeio excelente, apesar de não ver a vista do topo, vi a vista de um local um pouco mais baixo. E, sinceramente, para mim, fazer trekking sempre foi mais pela descoberta e pelo caminho do que pela vista em si, tanto que a minha vontade é de voltar lá não para subir, mas para entrar nas trilhas adjacentes.

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